28 de dezembro de 2010

Evoluir? Eis a questão.

Não progredimos, pois em grande parte do nosso tempo acostumamos com os tais 'amiguinhos' comodismo e conformismo. Estamos tão habituados com a incapacidade de entendimento, que não ousamos na maioria das vezes pensar e fazer por entender. Kant tem a teoria da 'Menoridade Humana', e é algo tão certo, pois na maioria das vezes pensamos necessitar de ter alguém para fazer o que precisa ser feito em nosso lugar, que por fim acabamos nem usando as próprias pernas, e nos distanciando das próprias opiniões. Somos capazes de fundamentar nossas próprias maneiras de agir e pensar.

"Age de tal modo que a máxima da tua ação se possa tornar princípio de uma legislação universal." - Immanuel Kant

22 de dezembro de 2010

Tem bombom?

Nesse céu azul,
rabisquei tantas nuvens,
o tornei tão claro.
Nesse amor,
senti tua falta,
falta de uma presença jamais sentida.
Nesse meu dia,
sinto essa saudade,
saudade vazia.

- Não, só saudade.

20 de dezembro de 2010

O amor vale a pena?

Olhando em seus olhos,
cavando tua cova,
te enterrando dentro do meu peito.
Nem com flores o encarecerei.
Sabes disso melhor que eu.

- Bem, já não acredito mais.

18 de dezembro de 2010

Doce mel

Falava-me docemente.
Pesavas tuas palavras antes de as proferir.
Sorria-me docemente.
Aquele tão belo sorriso.
Então, me sentia embebida de doçura.
Pena que a ressaca logo chega. ha ha

Em outra vida, quem sabe

Meu bem querer,
se quiseres voltar - volta não.
Já trouxestes muita dor pro meu coração.
Estou demasiada machucada.
Guardo a saudade mais bonita,
misturada com a lembrança dos teus olhos,
e o som de tua risada.
Mas, peço-te,
se quiseres voltar - volta não.

14 de dezembro de 2010

Me lembro de você em dias assim,

e o que sinto não sei dizer.
Chuva mansa,
frio calmo,
um grosso moletom,
e meu companheiro de sempre, chá.
Legião,
Sete Cidades.
Acho que nada me falta,
tudo me acalenta.
Ah, espera, cadê você?

29 de novembro de 2010

Give in to you

Tudo o que posso exprimir em palavras, digo-o, mas, nem só as palavras contam! Sentimentos também, os meus acho que contam tudo, é, acho que te contam até demais. Sinto. Percebo. E você também, sei disso.

22 de novembro de 2010

Oh, look dad, it's raining. Can I run without my shoes?

Hoje, enquanto tomava um ótimo banho de chuva, analisando que sempre que uso vestido o tempo resolve se rebelar, não que eu não goste disso, pelo contrário, eu adoro tempo frio e principalmente chuva, mas poxa, não pode ser quando eu estiver bem equipada com uns, vamos supor, cinco agasalhos? Bom, enfim, observando a imensidão que é o céu, pensei que mesmo não sendo mais criança, mesmo não tendo meus 1,10m (não que eu tenha crescido muito mais que isso) ainda sinto aquela sensação de miudeza, sensação de criança pequena que precisa de colo. Criança que precisa de conselhos e colinho da mamãe, precisa que ela diga que tudo vai ficar bem, que necessita que assoprem meu esfolado do joelho. É, criança que precisa de tantas coisas, embora eu não seja mais tão pequena assim, ainda necessito de coisas tão banais quanto uma.

10 de novembro de 2010

Oito e quarenta, estou atrasada.

Sem motivos,
minha espera se tornou uma asneira.
Já não espero,
tens razão.
Esvaziei-me,
esterilizei-me,
para ser apenas uma espera.
Agora estou vazia.
Mas, já não espero mais nada.

"Junto do repuxo, um barquinho parecia perdido, inclinava-se, afundava-se lentamente. Todos riam. Um miúdo tentava apanhá-lo com uma vara”.- Jean Paul Sartre

9 de novembro de 2010

E amanhecia, conclui então.

Aquele cheiro,
de algo escondido, guardado,
esquecido há muito.
Então fui mais fundo,
me forcei a senti-lo
me forcei a lembrar de algo para relacioná-lo.
Lágrimas, repulsa, saudades.
Então percebi,
não é saudade, são memórias
aquele cheiro fazia parte do meu passado
algo esquecido,
algo com o cheiro fraco pelo passar dos anos.
Então é quando a saudade se esvai,
e percebo que lembrei o que era
lembrei sua forma,
seu cheiro.
E afinal, que diferença faz?
Perdi esse pedaço, tem tempo. E nem morri.

8 de novembro de 2010

I met a young boy, he gave me a rainbow.

Hoje tomei um banho de chuva, ótimo, pra ser sincera. Então, parei pra pensar como adoro a chuva. Aquele 'tec, tec' na janela. Aquelas poças no chão, nas quais posso ver minhas imperfeições e perfeitamente enxergar minhas fragilidades, aquela que me instiga a pensar, e muito mais a lembrar daqueles olhos que dizem tanto, e é quando aquele simples monólogo, passa por entre meus pensamentos, e permanece como um bate estaca, e fico brincando em slow down com as lembranças, só para ter aquela sensação mais uma vez. Ótimo, agora vou parar de brincar e ir tomar um remédio, além de clareza a chuva também me trouxe uma bela gripe. Então, ótimo mais uma vez.

30 de outubro de 2010

It never really began but in my heart it was so real

Gosto de pensar e imaginar como será, mesmo sabendo da minúscula probabilidade de se tornar real, gosto de idealizar e encenar cada passo da minha reação, para nada sair errado no momento oportuno, e mais ainda, gosto de imaginar qual será a sensação de ter teu rosto visível aos meus olhos e tocável à palma de minha mão. É, gosto de pensar, talvez gostaria de sentir.

24 de outubro de 2010

Um sentimento quase infantil

Então, chegou e se instalou em meu peito, você e teu grande amor. Chegou com seu novo mundo, novas histórias, experiências, você era novo. Hoje, sei tuas histórias, algumas delas, as quais me perco quando as escuto, entro no teu mundo, volto no passado com você, acompanhando cada uma de suas palavras, retorno num tempo que não vivi, e assim calada, deduzindo cada ato e palavra não explicíta que você me passa, vou te traduzindo por inteiro, traduzindo teus gostos e manias, engolindo tua lenta e doce apunhalada, mas gosto disso, gosto de saber da sua vida, do seu passado, gosto de me completar sem urgências com o gosto de tuas palavras.

13 de outubro de 2010

I need you

Olha, eu sei que quando você mais precisou, eu não estava presente. E quando se escondeu e fugiu, eu tinha a obrigação de te achar, a mesma que hoje prevalece. Nos seus olhos de menina grande, cheios de dor e medo que o tempo te impôs, eu ainda consigo ver aquela menininha pequenina de bochechas enormes.
Enquanto tentava me mostrar por um simples olhar -que de nada era simples-, que podia e queria ser salva, salva de medos, de erros cometidos impulsivamente, salva do mundo no qual estava vivendo, eu estava distante, então te peço que me perdoe não ter estado presente, mas hoje tento compensar, e prometo nunca mais te abandonar. Que amiga seria eu se não insistisse em te procurar até encontrar o tal esconderijo?
Amigas são pra sempre, você é pra sempre, não se perca de novo, por favor. Não se afaste de mim nunca mais. Mas se algum dia isso acontecer, pode ter certeza: Pararei meu mundo só para te buscar.