29 de novembro de 2010

Give in to you

Tudo o que posso exprimir em palavras, digo-o, mas, nem só as palavras contam! Sentimentos também, os meus acho que contam tudo, é, acho que te contam até demais. Sinto. Percebo. E você também, sei disso.

22 de novembro de 2010

Oh, look dad, it's raining. Can I run without my shoes?

Hoje, enquanto tomava um ótimo banho de chuva, analisando que sempre que uso vestido o tempo resolve se rebelar, não que eu não goste disso, pelo contrário, eu adoro tempo frio e principalmente chuva, mas poxa, não pode ser quando eu estiver bem equipada com uns, vamos supor, cinco agasalhos? Bom, enfim, observando a imensidão que é o céu, pensei que mesmo não sendo mais criança, mesmo não tendo meus 1,10m (não que eu tenha crescido muito mais que isso) ainda sinto aquela sensação de miudeza, sensação de criança pequena que precisa de colo. Criança que precisa de conselhos e colinho da mamãe, precisa que ela diga que tudo vai ficar bem, que necessita que assoprem meu esfolado do joelho. É, criança que precisa de tantas coisas, embora eu não seja mais tão pequena assim, ainda necessito de coisas tão banais quanto uma.

10 de novembro de 2010

Oito e quarenta, estou atrasada.

Sem motivos,
minha espera se tornou uma asneira.
Já não espero,
tens razão.
Esvaziei-me,
esterilizei-me,
para ser apenas uma espera.
Agora estou vazia.
Mas, já não espero mais nada.

"Junto do repuxo, um barquinho parecia perdido, inclinava-se, afundava-se lentamente. Todos riam. Um miúdo tentava apanhá-lo com uma vara”.- Jean Paul Sartre

9 de novembro de 2010

E amanhecia, conclui então.

Aquele cheiro,
de algo escondido, guardado,
esquecido há muito.
Então fui mais fundo,
me forcei a senti-lo
me forcei a lembrar de algo para relacioná-lo.
Lágrimas, repulsa, saudades.
Então percebi,
não é saudade, são memórias
aquele cheiro fazia parte do meu passado
algo esquecido,
algo com o cheiro fraco pelo passar dos anos.
Então é quando a saudade se esvai,
e percebo que lembrei o que era
lembrei sua forma,
seu cheiro.
E afinal, que diferença faz?
Perdi esse pedaço, tem tempo. E nem morri.

8 de novembro de 2010

I met a young boy, he gave me a rainbow.

Hoje tomei um banho de chuva, ótimo, pra ser sincera. Então, parei pra pensar como adoro a chuva. Aquele 'tec, tec' na janela. Aquelas poças no chão, nas quais posso ver minhas imperfeições e perfeitamente enxergar minhas fragilidades, aquela que me instiga a pensar, e muito mais a lembrar daqueles olhos que dizem tanto, e é quando aquele simples monólogo, passa por entre meus pensamentos, e permanece como um bate estaca, e fico brincando em slow down com as lembranças, só para ter aquela sensação mais uma vez. Ótimo, agora vou parar de brincar e ir tomar um remédio, além de clareza a chuva também me trouxe uma bela gripe. Então, ótimo mais uma vez.