31 de março de 2011

Somehow that it's written all over my face.

É um imaginar diferente, incrustado de epifanias e utopias.
É um sentir com arrepios, com cafuné e cheiro no cangote.
É um abraço quente, com cheiro de lírio, rosas, o mais doce cheiro.
É um medo de acreditar, acreditar que seja verdadeiro e não ser.
É uma vontade de o abraçar e nunca mais soltar.
É... somente é.

23 de março de 2011

Relações superficiais não me agradam como dantes, não mais.
Quero sentimentos e emoções,
poder me desmanchar em charmes e receber carinhos.
Sorrisos e olhares sinceros, para os poder retribuir.
Quero, e hoje não aceito menos que isso.
Não hoje, não mais.

9 de março de 2011

Abra os olhos e o coração, estejamos alerta.

"- Não te falou das minhas visitas porque teve receio de que a forçasses a pôr um rótulo no sentimento que tinha por mim, de que o desmontasses para devolvê-lo em pedacinhos bem analisados... É qualquer coisa hesitante, mal definida”.
A idade da razão - Sartre


Então, sempre que vejo algo assim, sempre que leio Sartre me vem estranha indagação à mente. Ponho-me no lugar de cada personagem, e sinto suas dores e amores, como se eu mesma passasse por tais situações. Quando li tal trecho me deparei com uma dúvida. Se todas às vezes me obrigo a dar um rótulo para qual seja o sentimento, na minha ignorância contida, me obrigo a analisar cada minúscula partícula para um relatório detalhado, vivo o sentimento de todo?

4 de março de 2011

Desviei o olhar até sentir-me vazia, então depois de muito, olhei-o nos olhos. De que adiantou? Cá o sentimento novamente.

2 de março de 2011

Mathieu sentiu o ardor, mas não prestou atenção, olhava Ivich, que se penteava desajeitadamente diante do espelho, segurando os caracóis com a mão ferida. Acabou atirando os cabelos para trás, e o largo rosto apareceu inteiramente nu. Mathieu sentiu
um desejo áspero e desesperado.
— Você é linda — disse.
— Não — atalhou Ivich rindo —, sou horrivelmente feia. É o meu rosto secreto.
— Acho que gosto ainda mais dele do que do outro.

A idade da razão - Sartre