10 de setembro de 2011

Crime perfeito

Quem nunca ouviu o trecho 'somos suspeitos de um crime perfeito, mas crimes perfeitos não deixam suspeitos' e pensou em um assalto ao banco? Quem diz o que o autor de tal música quis dizer com essa contradição? Vou dizer o que penso. Quem quer que seja o suspeito do crime, ele ama. A incerteza do pecado, o pesar da consciência por algo impercebido, a dor de sustentar a incógnita que é o sentimento do outro. Por que se distancia tanto da cabeça das pessoas que o 'crime perfeito' é o amor? E que tais crimes não deixam suspeitos pelo simples fato de não existir amor único e perfeito, mais conhecido como verdadeiro? Paixões ficam e vão. Amor não, amor é para a vida. Não porque, no leito da morte, se lembrará de alguém que significa que o amou. Lembre-se de alguém a cada momento, a cada ação, a cada toque, a cada paixão. Aí sim pode-se dizer, com toda a certeza do mundo: foi o amor da minha vida!

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