23 de janeiro de 2012

Would you let me cry on your shoulder?

E a cada novo gole eu traio a mim mesma. Traição a qual não merece perdão.
A cada novo dia retrocedo um passo.
E eu volto, rastejo, provoco, procuro, acho.
Acho o que desdenho.
Acho o término do recomeço.
Acho o que me repulsa.
Preciso de uma escusa, de uma esquiva, de vergonha dessa posição.
Preciso fugir, me esconder, me trancar, chorar e beber.
Preciso beber, beber e me afundar.
Sim, isso. E espero que no fundo de cada copo eu  veja a tua morte.
A morte dessa gosma escura e parasita.
A morte dessa insistência, a qual a cada nova vírgula também é uma facada.
Preciso de coragem, peito aberto.
Preciso de força na desdém.
Preciso de... de... de...
- Sabe, garçom? Preciso de outra dose, dupla por favor.